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Depois de Nova Iorque e Londres foi a vez de Milão abrir as suas portas aos criadores mundiais e respirar Moda durante uma semana que fica marcada pela extravagância, pela arte e pela elegância de inúmeras coleções femininas. A capital encheu-se de energia e nas passereles vimos desfilar conjuntos para todos os gostos numa paleta de cores escolhida a dedo e que primou pelo uso de pretos e azuis com algumas variações em tons mais fortes como vermelhos, amarelos e verdes. Vários foram os nomes que puderam deixar o seu legado nesta edição da Milan Fashion Week e porque alguns sempre se saem melhor que outros deixo-vos então com uma amostra das minhas coleções favoritas.

Dolce & Gabbana

Coleção

Dolce&Gabanna

If you don’t dream, you die.” foi o testemunho de Domenico Dolce após a apresentação da sua coleção que transformou os sonhos e os contos de fadas tornando-os dignos da mulher da atualidade. Uma mulher que já não espera pelo seu príncipe encantado, ao invés disso embarca numa demanda pela realização pessoal, demanda essa que é aqui retratada numa coleção um tanto ou quanto folclórica que prima pelo uso de estampas florais aplicadas a cortes para todos os gostos.

Fendi

Coleção

Fendi

Another Bloody German” foram as palavras de Karl Langerfeld após o desfile da Fendi, palavras essas que, tal como a coleção, fazem referência à teorias das ondas gravitacionais proposto por Einstein há 100 anos atrás e que é agora corroborada. Em seu tributo a marca apresenta uma coleção rica quer nas suas cores, quer nos materiais, quer nas texturas, que se destaca pela sua veia espacial com enfoque nos pequenos detalhes.

Giorgio Armani

Coleção

Giorgio Armani

Sombria, subtil mas luxuosa, assim se apresenta esta coleção. Um aglomerado de conjuntos todos em preto com um ou outro apontamento de cor, algumas riscas e detalhes intrincados. Com recurso ao veludo como peça fulcral de toda a coleção Giorgio Armani apresenta-se em contraponto com as restantes coleções apresentadas que tentavam trazer alguma energia à estação. Ao invés disso Armani opta por dar mais poder à figura feminina vestindo-a com decotes elegantes, cortes sofisticados e comprimentos que tanta arrebatam uma ida ao escritório como uma passadeira vermelha.

Gucci

Coleção

Gucci

The principles of non-contradiction” é a base da coleção que Gucci apresenta, uma coleção onde tudo tem de se conjugar para que se crie perfeita harmonia e que acaba por se concretizar maioritariamente pela cor – color blocks. Numa nota romântico-dramática e com recurso a blocos de cor, transparências, estampas floridas, pêlos e geometrizações ergue-se uma coleção num jogo abusivo de cores e cortes que é dentro de si tão diferente mas ainda assim funciona como um todo. Desde o excêntrico ao casual, em Gucci vamos do vestido show stopper ao fato executivo em um minuto, sem mudar de estação e sem nunca perder de vista a elegância e o luxo.

La Perla

Coleção

La Perla

Uma coleção que prima pelos tons neutros, entre os pretos, brancos e beges La Perla apresentou uma coleção de roupa interior para exterior. Entre transparência, rendados, veludos, brilhos e degradês a elegância da roupa interior feminina é levada a outro nível e exposta, literalmente! A coleção é completa com algumas peças chave como calças, saias e calções mas o aspeto principal não deixa de ser a intimidade revelada. Um simples sutiã passa a ser uma peça de moda que merece ser mostrada e o uso de bodysuits marca o início, ou melhor, o reavivar de uma nova tendência.

Marni

Coleção

Marni

Numa linha tipicamente romântica e em contraponto ao que nos vem habituado Marni apresenta uma coleção menos excêntrica e mais familiar. Num jogo de cores sem limites e na sua mistura em estampas minimais e xadrês esta coleção ganha vida em peças oversized que envolvem o corpo feminino sem nunca lhe roubar a elegância.

Moschino

Coleção

Moschino

Em 1497 um força religiosa ergueu-se e revoltou-se contra aquilo que consideravam ser um excesso queimando todos os bens de luxo que iam encontrando. Em 2016 Jeremy Scott invoca uma nova revolução mas com um propósito de consciencialização diferente, o tema continua a ser a queima de algo mas a discussão é mais controversa e menos assertiva. Tanto podemos falar em vícios – como o tabagismo – como no facto de todos os dias a industria da moda queimar pessoas através da pressão que exerce sobre elas. Quer num caso quer no outro esta coleção ergueu-se em dois estandartes – por um lado roupas nitidamente queimadas, por outro lado tecidos elegantemente acabados e sem qualquer imperfeição. Em ambos os casos patenteia-se o uso de cabedal e de estampas animais como símbolo da força da mensagem que se transmite. Entre cortes incomuns e cores brilhantes Moschino entra na nova estação com uma coleção excêntrica de peças tipicamente performativas.

Versace

Coleção

Versace

It’s quite impossible for you to pretend you don’t know who I am” – são as palavras que podem ser escutadas durante o desfile da Versace que visou pelo poder feminino. Donatella Versace assina uma coleção inspirada na arte no desporto e no dia a dia de uma mulher de negócios, criando peças exclusivas que denomino como “Roupa Desportiva para Escritório”. Numa paleta pastel a designer substitui as camisas por crop tops sem nunca roubar a elegância ao conjunto final, o útil junta-se ao agradável e torna-se mais belo do que seria de esperar. O look office é melhorado, dignificando a mulher no seu conforto e retirando dos seus ombros o peso do paradigma de que a calça clássica só pode ser vestida com uma camisa. Os próprios vestidos em tubo, tipicamente office like, são conjugados com casacos em cortes mais desportivos “desacasualizando” a situação.

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